Quarteto carioca tem lançamento marcado para o dia 19 de dezembro
Como antecipado pela MADM em outra matéria, a banda de post-hardcore carioca Maré Morta está entrando em uma nova fase, que será marcada pelo lançamento do álbum “Chronus“, no próximo dia 19, sexta-feira. O sucessor do EP “Nada Mudou” marca um novo momento criativo para o grupo, caracterizado por uma sonoridade mais densa, arranjos mais elaborados e uma entrega emocional direta e sem desvios, lapidando a estética visceral que vinha sendo apresentada por eles desde os primeiros trabalhos.
Embora o som da banda transite entre o hardcore e o post-hardcore, Maré Morta nunca se prendeu à rótulos, e isso fica aparente em “Chronus“, na mistura de riffs com frases soltas e sentimentais que tomaram forma ao longo do processo criativo que deu vida ao disco. Para eles, cada referência é ferramenta fundamental para transformar experiências pessoais em músicas, e se a essência da banda sempre foi “colocar o dedo na ferida”, o novo álbum é uma reflexão sobre o tempo, maturidade e a esperança.

A MADM escutou o álbum da Maré Morta com exclusividade, e trazemos aqui nossas impressões! Vem ler:
O disco é organizado ao longo de três atos, que resultam em um repertório intenso, onde poesia e a inquietação convivem em equilíbrio. As músicas mais calmas trazem um tom reflexivo e profundo, enquanto há também momentos explosivos, com faixas que exploram a agressividade e a intensidade que já são uma sonoridade característica da banda. De forma geral, “Chronus” é composto por um mosaico lírico e sonoro, que convidam quem escuta a passar por uma jornada musical que visita temas como identidade, culpa, fé e renascimento.
O peso e a sensibilidade do álbum são muito presentes nessa atmosfera que é dividida entre: o passado que molda, o presente que confunde e o futuro que desafia. Embora aquele que ouve seja convidado a experienciar diferentes sensações, tudo parece encontrar equilíbrio nas letras intensas e honestas, que refletem um olhar profundo sobre conflitos internos que todos nós já sentimos e conseguimos nos relacionar, porque fazem parte da existência humana. As músicas inéditas refletem também uma produção apurada, com arranjos ambiciosos, cheios de texturas e camadas, além das faixas já conhecidas pelo público que ganharam releituras interessantes.

Com influências como Tool, Royal Blood e Depeche Mode, o trabalho de estúdio foi dirigido por Pedro Garcia (Planet Hemp) na gravação de voz e Gabriel Zander (Zander) na mixagem e masterização. É um trabalho que mostra crescimento e maturidade, sem perder a identidade que acompanha o grupo desde o início. Como resultado final, Maré Morta conseguiu entregar um disco que nos leva a espaços ainda mais profundos, onde a vulnerabilidade e a potência coexistem.
O álbum “Chronus” estará disponível em todas as plataformas a partir do dia 19 de dezembro, e também no Bandcamp, reforçando o compromisso da banda em manter alternativas acessíveis de consumo de música para o público.




